Paralimpíadas: jogos começam na terça-feira em Tóquio

A nadadora Joana Neves vai para mais uma paralimpíada Créditos: Divulgação

Os medalhistas paraolímpicos Petrúcio Ferreira, do atletismo, e Evelyn Oliveira, da bocha, serão os porta-bandeiras do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, que ocorrerá na próxima terça-feira 24, no Estádio Nacional do Japão, às 8h (horário de Brasília). Junto com eles, não na abertura, mas na competição, nove atletas, um atleta-guia, um treinador e o chefe médico, todos norte-rio-grandenses. Em seu Planejamento Estratégico, o CPB estabeleceu como meta se manter entre as dez principais potências do planeta nos Jogos Paralímpicos.

Também participarão do desfile pela delegação brasileira a técnica da classe BC4 da bocha e staff da atleta Evelyn, Ana Carolina Alves, e o diretor técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Alberto Martins.

Os potiguares são Roberto Vital (Médico), Jardenia Felix Barbosa da Silva (Atletismo), Thalita Vitória Simplício da Silva (Atletismo), Adriana Gomes de Azevedo (Canoagem), Ana Raquel Montenegro Batista Lins (Ciclismo), Romário Diego Marques (Goalball), João Maria de França Júnior (Halterofilismo), Arthur Cavalcante da Silva (Judô),  Cecília Kethlen Jerônimo de Araújo (Natação), Joana Maria Jaciara da Silva Euzebio (Natação), além de Carlos Williams (técnico) e Felipe Veloso (Atleta-guia).

Abertura
Tanto Petrúcio quanto Evelyn foram medalhas de ouro na última edição do megaevento paradesportivo, no Rio 2016, e atuam em duas das modalidades que mais subiram ao pódio pelo Brasil na história dos Jogos Paralímpicos.

Petrúcio é velocista da classe T47 (para amputados de braço) e acumulou conquistas como dois ouros no Parapan de Toronto 2015 nos 100m e nos 200m. Em sua estreia nos Jogos Paralímpicos, no Rio 2016, sagrou-se campeão nos 100m e prata nos 400m e no revezamento 4x100m. “Na minha segunda edição de Jogos e já ter essa honra. Fica difícil descrever do tamanho da alegria, representar toda uma nação, todos os atletas, e todo o Movimento Paralímpico e para as pessoas com deficiência. Seria ainda mais legal se tivesse público [no estádio], mas é um privilégio só estar lá com a bandeira do nosso país, fico sem palavras”, afirmou Petrúcio, que sofreu um acidente em uma máquina de moer capim quando tinha dois anos e perdeu parte do braço esquerdo.

Já Evelyn, entre as principais conquistas na carreira, obteve o ouro nos pares na Copa América 2015, em Montreal, e o ouro no individual e nos pares nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019. Já em sua estreia paralímpica, também no Rio 2016, ajudou o Brasil a conquistar a medalha de ouro nas duplas mistas na classe BC3, ao lado de Evani Soares e Antonio Leme.

“Para mim, uma honra muito grande poder representar todos os atletas. Estava no jantar quando fui chamada para receber o convite. Na hora, até pensei que tinha cometido algum erro. Não esperava participar sequer da abertura dos Jogos”, completou a atleta da classe BC3 da bocha.

A delegação brasileira é composta por 260 atletas (incluindo atletas sem deficiência como guias, calheiros, goleiros e timoneiro), sendo 164 homens e 96 mulheres, além de comissão técnica, médica e administrativa, totalizando 434 pessoas. Jamais uma missão brasileira em Jogos Paralímpicos no exterior teve tamanha proporção. Os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 contarão com a transmissão ao vivo dos canais SporTV. (Da redação).


Potiguares na competição

1 – Roberto Vital (Médico)
Formado em Medicina, é médico do esporte e especialista em Fisiatria, Coordenador médico do Comitê Paralímpico Brasileiro e médico da UFRN.

2 – Jardenia Felix Barbosa da Silva (Atletismo)
Nascimento: 09/09/2003, Natal (RN) – Classe: T20 – Jardênia tem deficiência intelectual, competia no convencional em 2016 e em 2017 migrou para o paralímpico após um técnico observá-la e identificar alguns sinais da deficiência.

3 – Thalita Vitória Simplício da Silva (Atletismo)
Nascimento: 20/08/1997, Natal (RN) – Classe: T11 – Thalita nasceu com glaucoma. Era baixa visão, mas, aos 12 anos, tornou-se totalmente cega. Começou no atletismo aos 15 em um projeto do CPB.

4 – Adriana Gomes de Azevedo (Canoagem)
Nascimento: 06/04/1978 Natal (RN) – Classe: KL1 – Adriana teve poliomielite aos 11 meses de vida. Com menos de 2 anos, começou a nadar. Aos 18, começou a competir pela natação. Em 2016, buscou na paracanoagem um novo estímulo para continuar no esporte.

5 – Ana Raquel Montenegro Batista Lins (Ciclismo)
Nascimento: 11/03/1991, Natal (RN) – Classe: C5 – Ana Raquel nasceu com síndrome de Poland, deformidade rara que afetou sua região torácica, seu braço, mão e região abdominal esquerda. Ela começou na natação e migrou para o triatlo em 2014. Participou dos Jogos Rio 2016 pela modalidade e no ano seguinte, focou no paraciclismo.

6 – Romário Diego Marques (Goalball)
Nascimento: 20/07/1989, Natal (RN) – Classe: B1 – Posição: Ala – Aos 8 anos de idade, Romário já havia perdido sua visão, em consequência de uma Retinose pigmentar. O atleta conheceu o esporte em 2005. Foi convocado pela primeira vez em 2006.

7 – João Maria de França Júnior (Halterofilismo)
Nascimento: 20/10/1995, Natal (RN) – Peso: 49kg – Categoria: Até 49kg – Nasceu com artrogripose, doença que comprometeu o movimento de suas pernas. Antes de ser halterofilista, praticou atletismo e basquete em cadeira de rodas. Começou no halterofilismo timidamente e em 2015.

8 – Arthur Cavalcante da Silva (Judô)
Nascimento: 11/03/1992, Natal (RN) – Peso: 90kg – Categoria: Até 90kg – Classe: B1 – Arthur teve retinose pigmentar e começou a perder a visão aos 2 anos. Aos 18, ficou cego. Antes disso, na adolescência, quando não conseguia mais jogar futebol ou andar de bicicleta por causa da cegueira, começou o judô.

9 – Cecília Kethlen Jerônimo de Araújo (Natação)
Nascimento: 13/10/1998, Natal (RN) – Classe: S8 – Cecília teve paralisia cerebral no momento de seu nascimento, o que limita os seus movimentos. Como forma de fisioterapia, conheceu a natação.

10 – Joana Maria Jaciara da Silva Euzebio (Natação)
Nascimento: 14/02/1987, Natal (RN) – Classe: S5 – Joana tem acondroplasia, nanismo. Começou a praticar natação aos 10 anos por recomendação médica e, aos 13, passou a competir. Já aos 14, participou da primeira competição internacional.

11- Carlos Williams (técnico) e Felipe Veloso (Atleta-guia).

Fonte: Tribuna do Norte

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